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domingo, 14 de dezembro de 2008

Sáb.13 Manifestação em Lisboa




Ontem, sábado dia 13 de Dezembro à tarde, ocorreu uma manifestação pacífica em frente da embaixada grega de Lisboa, contra a violência policial e a cegueira da comunicação social. Um cartaz a dizer "O Estado Grego Mata" foi posto fora da embaixada e outro a dizer "Pede ao Pai Natal uma informação mais justa" ficou na estrada ali perto.

A vontade é de informar as pessoas sobre o que está a acontecer na Grécia, pois pensamos que a comunicação social esteja a esconder ou modificar a verdade.

Queremos ser cidadãos informados, críticos e activos.

Yesterday, saturday13th of December in the evening, a peaceful demonstration took place in front of the greek embassy of Lisbon, Portugal, aganist the police violence and the blindness of the mass media. A poster saying "Greek State Kills" was put outside the embassy and another saying "Ask Santa Claus to bring you a better information" remained in the near main street.

The intention is to inform people about what's happening in Greece because we think that the medias are hiding or changing the truth.

We want to be well-informed, critical and active citizens.

(quem poder envie as fotos que foram tiradas sff!)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A CRISE EXPLODIU NA GRÉCIA

Manuel Queiroz Jornalista No Diário de Notícias

A maior parte das notícias sobre os tumultos na Grécia fala apenas disso, da violência, ligando-o ao bairro de Exarchia, conhecido pelas suas histórias anarquistas. É também onde está a sede do Pasok, o Partido Socialista que quer regressar ao poder, nas mãos dos centristas da Nova Democracia do primeiro-ministro Costas Caramanlis.
O To Bhma de domingo, publicado em Atenas, dizia na capa que "Caramanlis joga as últimas cartadas", até porque várias sondagens dão o Pasok à frente. O Ta Nea de ontem, para além da foto do jovem de 15 anos, cuja morte por tiros da polícia desencadeou todos os problemas, tem as fotos da destruição nocturna. É o terceiro dia de problemas e não é só em Atenas, alastrou também a outras cidades. Caramanlis escreveu à família, dizendo que os polícias implicados seriam levados à justiça, mas isso não aplacou as fúrias de jovens. Quem são estes jovens? "Filhos de família, de engenheiros, médicos. Não, não são gente desesperada das periferias. As suas mães vão às compras aos 'shoppings' que eles destroem. É uma fúria selvagem, sem cor política", diz um engenheiro grego numa entrevista ao La Stampa italiano. Mas Exarchia, situado entre a Escola Politécnica e a Faculdade de Direito, foi também onde começaram os protestos, em 1973, que levaram à queda da ditadura militar que deu lugar à actual democracia grega, a qual enfrente problemas graves de credibilidade - no início deste século, a Comissão Europeia acusou o Governo do Pasok de mentir nos números que apresentava e os socialistas deixaram um défice público enorme, que a Nova Democracia conseguiu, em boa parte, resolver.

Esta violência, que parte montras e incendeia lojas no centro, é vista de outra maneira no La Repubblica, pelo editorialista Sandro Viola, que intitula o texto de opinião "A sombra da crise" e escreve que "os tumultos na Grécia são a primeira reacção violenta que se verifica no Ocidente à crise económico-financeira e às medidas restritivas adoptadas por vários governos". Se assim for, estes tumultos terão uma importância bem maior.